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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Santa Claus

   24 de dezembro de 1990

   Querido Papai Noel, estou fazendo essa carta porque quero ganhar um brinquedo no natal, que vai ser amanhã, eu tenho 8 anos e me chamo João. Papai me disse que se eu fizesse essa cartinha pra você, eu ganharia o meu brinquedo já nesse natal. Então eu vim pedir um vídeo game pra mim jogar com os meus amigos. Eu tenho um amigo que tem um, e é muito legal, nós jogamos todos os dias. Ah! Se você puder, quando vim trazer o meu brinquedo e descer pela chaminé, coloca ele embaixo da árvore de natal, que minha mãe fez pra gente esperar você, nós colocamos umas meias pra você colocar seu doces. Aqui está nevando muito, então toma cuidado pra não escorregar. Eu queria muito te conhecer Papai Noel, meu pai fala todo dia de você e fala que se eu for uma boa criança vou ganhar o que eu pedir, por isso tenho me comportado todo dia, assim você não tem motivos pra não me dar não é mesmo? Então é isso, espero você com meu brinquedo aqui!
 Beijos, João

24 de dezembro de 2010

     Querido Papai Noel, estou fazendo essa carta mesmo sabendo que ela nunca chegará a você. Enfim, o natal já é amanhã, agora meus 8 anos se foram e aqui estou eu depois de 20 anos relembrando os velhos tempos. Meu pai não está mais aqui comigo, mas esse dia sempre me faz lembrar das coisas que ele me contava. Meu amigo que te falei, está aqui comigo, aliás estamos jogando vídeo game, mas como aquele que pedi pra você, infelizmente já estragou, compramos outro. Aliás só depois de anos, descobri que não foi você quem trouxe o meu presente de 8 anos. De qualquer forma, minha casa estará sempre  arrumada pra você, agora moro em apartamento, então acho que você vai ter que vim pelo elevador mesmo, pelo menos assim, a neve não irá atrapalhar. Agora quem enfeita minha casa, sou eu, minha mãe também não está mais aqui comigo, mas os enfeites ainda são como os dela. 
      No dia que eu fiz a sua carta, com 8 anos, eu sonhei com você, querendo ou não, eu te agradeço por ter me deixado te conhecer. Agradeço por deixar tantas crianças nesse espírito de natal, se não fosse por ele, esse dia passaria em branco e provavelmente não me comportaria tão bem não é mesmo? Haha. Então é isso, espero você de novo, dessa vez só com os doces mesmo.
    
Beijos, João


Ana Carolina Sardo
   

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Doce lembrança

     Não me preocupava com nada, era tão só, mas ao mesmo tempo tão cheia de amigos, era feliz independente da situação e minha tristeza era passageira, não durava ao menos algumas horas, ou sequer minutos. Apenas duas coisas me preocupavam: meus brinquedos e ficar perto dos meus pais. Recebia a atenção deles e independente do que fizesse de errado eles aceitavam, aliás qualquer pessoa aceitaria tudo que eu fizesse, poderiam até mesmo me admirar. Sem preocupações em relação aos estudos, sem ter que estudar toda hora ou escrever a ponto de cansar o braço, apenas a preocupação de fazer um desenho bonito que agradasse a professora. Todos me protegiam e me defendiam mesmo sabendo que estava fazendo algo errado. Os amigos não eram tão falsos, aliás nem tinha diferença entre amigo falso e verdadeiro, porque não era tão tola a ponto de confiar tanto em uma pessoa. Meus pais sempre faziam de tudo pra me agradar quando parecia triste, ou até mesmo chorando, já que era sempre  por causa de algum machucado ou algum desejo não realizado.
     Ainda não tinha descoberto o sofrimento de verdade, ou o amor tantas vezes necessário nessa vida, eu era apenas uma pessoa pequena, com uma enorme felicidade. Era tão legal ver meus amigos, brincar com bonecos e até mesmo de boneca sem que fosse julgada. A cada dia em que se comemorava presenteando as pessoas, pedia os brinquedos mais legais aos meus pais, as bonecas mais fofas ou os carrinhos mais modernos para colecioná-los.
    Ter milhares de ursos e cada um com um nome diferente, conversar com o urso considerando ele uma pessoa real, fazendo assim com que eu nunca me sentisse sozinha e sem que alguém acabe tirando sarro. Brincar de casinha, de professora, de veterinária, de lojinha, de médica e várias outras coisas em que a imaginação não teria limite. Assistir aos desenhos animados e sempre escolher algum personagem para eu e cada amiga fingir que fazia parte desse desenho.
    Sentir medo do escuro, ouvir histórias pra dormir, se impressionar com desenhos tão bobos, rir com coisas mínimas, mas sempre rir, sempre sorrir. Não me importar com que os outros achavam. Ser feliz, por saber só o lado bom da vida, não ter rotina onde a cada dia eu encontrava algo novo e diferente, a cada sorriso meu eu era admirada e a cada dente de leite arrancado eu era elogiada. Mas infelizmente nada é pra sempre como aprendemos nos contos de fadas.

Só uma doce lembrança, de quando eu era apenas uma inocente e pequena criança.

Ana Carolina Sardo

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Escolhas

    Vida feita de escolhas, feita das suas, das nossas, e principalmente, feita da minha própria escolha. E agora, qual será ela?
     Quando pequeno, era tudo tão fácil, tão simples, com meras escolhas que boa parte eram feitas pelos pais, ou bem dizer quase todas, mas sempre por eles, ou se não pelo menos com o apoio deles. Mas e agora, o que eu faço? Estou crescendo, nada é mais como antes, tudo mudou: atitudes, formas de pensar,  minha família. Tudo ao meu redor e todos mudaram, o que por acaso não será diferente para qualquer outra pessoa. Mas agora estou sozinho, seguindo o rumo de minha vida, e minhas escolhas, o que fazer com elas?
    Tenho que saber, que elas irão mudar todo o sentido do que ainda virá, dependente do que escolherei. É muita responsabilidade para mim? Ou sou pouco para conseguir organizá-las?
    Pensarei bem antes, ou como todos dizem ser o certo, irei pelo o que o meu coração diz, mas e se eu não conseguir escutá-lo? E se eu não entende-lo, como todos me aconselharam? Acabarei tendo que fazer as escolhas erradas, que poderão serem ruins tanto para mim quanto para as pessoas que convivem ao meu redor? Ou elas poderão ainda serem melhores do que se eu fizesse questão de o ouvir?
    Meus pais não estão mais aqui, já que em algum dia, todos não estarão mais. E não podem decidir por mim, então terei que tomar uma decisão sozinho aliás, são tantas coisas: dúvidas, decisões, opções... É tudo tão complexo! Quero pedir ajuda, mas não quero que ninguém tome o rumo de minha vida, pois eu tenho que cuidar dela, todos temos só uma chance, para conseguir ser alguém na vida,  vou aproveitá-la. Terei que seguir em frente, como qualquer outra pessoa independente. Sim, pensarei... pensarei... pensarei muito! Esse é o jeito. E são essas escolhas, que formarão a minha vida daqui pra frente, uma sequer escolha mudará quaisquer segundos que logo se passarem.
    Sim! Eu acredito em mim, saberei o que fazer! Mas e se caso eu fizer alguma escolha errada, desistirei? Não, tenho que tentar.. Nem que tenha que fazer milhares de escolhas para achar a certa, tentarei, conseguirei, e um dia poderei dizer: "Tudo que agora possuo, foram por meros esforços sobre minhas escolhas, que um dia, me fizeram chegar até aqui, eu tentei, e te provei, que consigo apenas insistindo. Essa é a palavra chave, tentar, por mais difícil que seja, e pela quantidade de escolhas que terão que ser feitas"

Vida, agora vai ser assim, daqui por diante eu tomarei conta de mim!

Ana Carolina Sardo

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pai e mãe



    Em quem mais confiamos, em quem mais acreditamos e quem mais precisamos.

    Pai, aquele que sempre perdeu seu tempo, pra contar histórias para dormir, mesmo tendo que ficar horas e horas, até ser obrigado a inventar histórias que nunca tinha ouvido, só pra ver seu filho dormir bem.  Mãe aquela, que independente de quão "caro" seja ter um filho, acaba fazendo de tudo pra pagar qualquer coisa pra que consiga ver ele feliz, ou apenas com um sorriso em seu rosto.  Pai, aquele que te ajuda na maioria das vezes, quando é pra trabalhos e coisas do tipo, e que mesmo não sabendo, acaba correndo atrás de respostas, junto com você. Mãe, aquela que, sempre pede sua ajuda, tanto em casa, como nos estudos, mas que quase nunca obedecemos, mesmo assim, ela sempre acaba fazendo o que era nosso dever. Pai, aquele, que sempre quer passar aventuras com você, que sempre quer estar perto de você, saber até onde você pisa, e como pisa. Mãe, aquela que morre de medo que seu filho passe as coisas ruins que ela passou, que quer que seu filho seja livre, mas claro, com limitações. Pai, aquele que sempre morre de ciúmes, independente de quanto seja sua confiança sobre você. Mãe, aquela que adora te encher de roupas, e sempre quer te vestir do gosto dela, mas que em algumas vezes você acaba não gostando. Pai, aquele que sempre quer comprar as coisas mais baratas possíveis, que sempre quer economizar o máximo e até o último centavo. Mãe, aquela  que sempre acaba convencendo o Pai, e que muitas vezes acabam chegando na discussão, mas sempre juntos, querendo o melhor pra seu filho.

Pai que muitas vezes é tão mãe quanto ela mesma. E mãe, que é tão pai quanto ele mesmo. E filho, que tantas vezes, é tão pai quanto mãe, e acaba surpreendendo eles mesmos. São tudo, o amor entre si sempre será inigualável. E todas as coisas que vierem de você serão as dos pais apenas entre aspas, pois você aprendeu tudo com eles, e é como eles, pais, que vocês irão querer ser, e se possível, ainda melhor. Mesmo quando não poderão mais estarem aqui, para por a ordem na casa, mas sempre irão estar para por a ordem no seu  coração. 


Pai, mãe meus melhores amigos, simples assim.

Ana Carolina Sardo