Mostrando postagens com marcador Amizade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amizade. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de março de 2012

    Eis que aqui estamos nós, nessa enorme "bola" na qual chamamos de planeta Terra. Somos apenas mais um, ou melhor: mais uma pessoa qualquer no grande amontoado de gente. E passamos a vida inteira sendo invisíveis para a maioria das pessoas, a não ser que você consiga mesmo fazer a diferença na vida de todos.
    Estamos simplesmente só, aprendendo a ser independente a partir do momento que nos conhecemos por gente. Claro que dependemos de dinheiro, de ajuda, de amigos e tudo mais. Mas no fundo sabemos que: estar todos os dias só, é a realidade. Porque não importa quantos amigos, irmãos ou pessoas em que você possa confiar, ninguém o entenderá melhor, do que você mesmo. Nem ao menos quanto a pessoa, ou o mundo, esteja disposto a te ouvir, todos pensam apenas em si mesmos. Escutam? Claro. Ajudam? tentam, às vezes. Mas no fundo a preocupação maior é em si mesmo, no seu próprio bem estar.
     Até a hora de "cair na real" e perceber que mesmo tendo desabafado, pedido ajuda milhares de vezes, sempre foi você mesmo quem tomou suas próprias decisões.
     Que ninguém pode mover o mundo por nós mesmos, que nossa vida, depende apenas de nós. Consequentemente, sentimos muito medo, com isso, insegurança. Então nos perguntamos: como que eu vou conseguir viver tomando minhas próprias decisões, arriscando nelas, sem ninguém falar "isso é certo e isso é errado"? 
     Sem respostas, você se arrisca, "se vira". E é assim que você cresce, você amadurece, você aprende que a vida não é tão simples como parecia a anos atrás. Que a vida é boa, mas o esforço que se deve pra estar satisfeito com ela é grande.

Ana Carolina Sardo

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Caixa surpresa



     Meus sentimentos são tão complicados, sempre tento contê-los, organizá-los, mas no fim se torna tão difícil a ponto de eu não saber mais o que fazer. Queria que eu pudesse controlá-los, acho que seria mais feliz, me sentiria bem melhor. É como se eu tivesse uma caixa, muito pequena, uma caixa surpresa, onde estivesse todos meus sentimentos ali dentro, todos apertados, sem exceções. E a cada pessoa que eu conhecesse plantasse um novo sentimento ali dentro, que eu não saberia qual, ou até mesmo, alimentá-se um já existente. Mas isso não quer dizer que meus próprios sentimentos não possam criar outros novos, ou alimentá-los também, aliás justo por essa caixa ser pequena, meus sentimentos com o passar do tempo estariam todos bagunçados, alguns atrapalhando os outros, alguns mudando os outros, alguns criando outros e até mesmo matando outros.
     Infelizmente, essa caixa está fechada e eu não tenho a chave de seu cadeado. O que me incomoda em tudo isso é: Assim como eu me considero essa pequena caixa surpresa, como eu consigo colocar todos meus sentimentos nela mesmo fechada e não consigo retirá-los? É algo inexplicável e ao mesmo tempo agonizante, e eu creio que não sou  a unica pessoa que queira saber.
     O amor e o ódio por mais que sejam as palavras mais pequenas, em sentimentos, são as que mais me ocupam espaço e as que mais me trazem problemas, pelo simples fato de que essas duas palavras, podem criar várias outras, que por algum acaso, não são pequenas nem na escrita, como a solidão, a tristeza, o arrependimento e o sofrimento. Isso faz com que se juntem todos pelo pouco espaço, e eu não saiba o que fazer.
     Realmente, a cada dia que passa essa caixa se torna ainda mais pequena pra tantas coisas, elas ao menos poderiam aumentar, mas no fim, parecem que só diminuem e isso faz com que eu não saiba qual sentimento é verdadeiro, porque são tantos e de uma forma ou de outra, todos ligados uns aos outros. Talvez seja por isso que não consigo retirá-los. O que me resta, é pegar essa pequena caixa, e cuidar dela, tentar de todas as formas, organizar ela, e independente do que aja dentro, ser feliz. Porque o que tem dentro dela, só eu sei, e por mais que eu conte a alguém, ninguém vai entender, ninguém vai ter essa mesma caixa, esses mesmos sentimentos. E por mais que o ódio e o amor estejam ocupando tanto espaço assim, eu sei que existem outros sentimentos, que eu posso simplesmente colocar sobre eles, como a felicidade e a amizade e eu sei que um dia o amor será o melhor sentimento ali dentro e andará junto com todos os outros bons. Assim como tem pessoas que conseguem alimentar alguns sentimentos que não são bons, eu posso sim alimentar os que me deixam bem, os que me fazem melhor.
     Por mais que eu queira abrir essa caixa, que graça teria? Que graça teria eu controlá-los? O bom disso tudo, é saber que eu sou o que sou mesmo com essa caixa minúscula e que a cada vez que alguém plantar algo nela, se for algo bom, fará de mim mais feliz e se for algo ruim, fará de mim ainda mais forte.

Ana Carolina  Sardo

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Santa Claus

   24 de dezembro de 1990

   Querido Papai Noel, estou fazendo essa carta porque quero ganhar um brinquedo no natal, que vai ser amanhã, eu tenho 8 anos e me chamo João. Papai me disse que se eu fizesse essa cartinha pra você, eu ganharia o meu brinquedo já nesse natal. Então eu vim pedir um vídeo game pra mim jogar com os meus amigos. Eu tenho um amigo que tem um, e é muito legal, nós jogamos todos os dias. Ah! Se você puder, quando vim trazer o meu brinquedo e descer pela chaminé, coloca ele embaixo da árvore de natal, que minha mãe fez pra gente esperar você, nós colocamos umas meias pra você colocar seu doces. Aqui está nevando muito, então toma cuidado pra não escorregar. Eu queria muito te conhecer Papai Noel, meu pai fala todo dia de você e fala que se eu for uma boa criança vou ganhar o que eu pedir, por isso tenho me comportado todo dia, assim você não tem motivos pra não me dar não é mesmo? Então é isso, espero você com meu brinquedo aqui!
 Beijos, João

24 de dezembro de 2010

     Querido Papai Noel, estou fazendo essa carta mesmo sabendo que ela nunca chegará a você. Enfim, o natal já é amanhã, agora meus 8 anos se foram e aqui estou eu depois de 20 anos relembrando os velhos tempos. Meu pai não está mais aqui comigo, mas esse dia sempre me faz lembrar das coisas que ele me contava. Meu amigo que te falei, está aqui comigo, aliás estamos jogando vídeo game, mas como aquele que pedi pra você, infelizmente já estragou, compramos outro. Aliás só depois de anos, descobri que não foi você quem trouxe o meu presente de 8 anos. De qualquer forma, minha casa estará sempre  arrumada pra você, agora moro em apartamento, então acho que você vai ter que vim pelo elevador mesmo, pelo menos assim, a neve não irá atrapalhar. Agora quem enfeita minha casa, sou eu, minha mãe também não está mais aqui comigo, mas os enfeites ainda são como os dela. 
      No dia que eu fiz a sua carta, com 8 anos, eu sonhei com você, querendo ou não, eu te agradeço por ter me deixado te conhecer. Agradeço por deixar tantas crianças nesse espírito de natal, se não fosse por ele, esse dia passaria em branco e provavelmente não me comportaria tão bem não é mesmo? Haha. Então é isso, espero você de novo, dessa vez só com os doces mesmo.
    
Beijos, João


Ana Carolina Sardo
   

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Eu avisei

    _Sabe aquele menino ali? Ele é muito estranho, nunca que eu vou falar com ele.
    _ Porque você acha isso? Que exagero, ele é igual a todos nós.
    _Ele sempre viaja, fica falando de coisas que são impossíveis, nunca pensa na realidade e nem fala com ninguém.
    _Será que ele não fala com ninguém, porque ele não quer? Ou porque as pessoas não dão chance pra ele conversar?
    _Ah! Sei lá, só sei que é um estranho. Não devia estar estudando na nossa sala.
    _Você devia parar com isso, ele é uma pessoa normal, você também, temos que aceitar as diferenças, por mais grandes que elas sejam.
    _Não venha me dar lição de moral, vou para casa, tchau! E não vá falar com ele, não se misture a esse tipo de gente.

Alguns minutos depois...

    _Hum, com licença, meu nome é John, eu queria saber se você pode me ajudar a pintar meu desenho que eu fiz sobre um labirinto ainda não descoberto no céu.
    _Hã? Que viajem, mas tudo bem, eu te ajudo.
    _Ah valeu! Sabe, eu até admiro você me ajudar, ultimamente me sinto muito sozinho, as pessoas não gostam de mim como sou, elas querem alguém perfeito, alguém popular e que pense só nesse mundo sem graça e nada mais que isso.
    _Hum, que pena...
    _Você não se sente assim?
    _Porque eu iria? Sou o mais popular da sala, eu e meu amigo temos todas as amizades que queremos, nunca vou me sentir sozinho.
    _Será mesmo? Que nunca se sentiu sozinho mesmo rodeado de tantas pessoas?
    _Pare com essa bobeira John, eu estou te ajudando, só isso, não quero conversar.
    _Mas sabe, desculpa me intrometer, só que vale mais não ter nenhum amigo ou poucos sinceros, do que ser rodeado assim como você, por tanta gente falsa. Você sabe que em todas as vezes que precisou de ajuda, nem seu melhor amigo te ajudou.
    _Pare já com isso! Olha, você termina de pintar, tenho que ir pra casa. Não fale assim dos meus amigos.
    _Ah! Não quer que eu vá com você? Eu vim de  bicicleta também!
    _Não quero, fique aí, tchau.

   No outro dia...

    _Ei, me desculpe pelas coisas que eu te falei ontem dos seus amigos, aliás você pinta muito bem e graças a você meu labirinto ficou muito bonito!
    _ Ah não da nada, deixa pra lá. (mostra o braço)
    _Meu deus, o que foi isso? O que aconteceu?
    _Não foi nada, é que enquanto eu ia pra casa, eu cai de minha bicicleta e machuquei feio o braço, peguei meu celular enquanto morria de dor, mas nenhum amigo meu podia me socorrer, se não fossem os moradores da rua em que eu estava não sei nem como estaria agora. Aliás, qual o número do seu celular mesmo?


Ana Carolina Sardo

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Aparência, amigos

     A aparência, que tantas vezes nos engana, e os amigos, que são nossos companheiros de tantas coisas, e durante a vida toda. 
     Aí que perguntamos, você fez seus amigos pela aparência, ou pelo o que você realmente vê neles? Com toda a certeza do mundo, a maior parte das pessoas que responderem, vão falar que foi pela segunda opção. Mas vejamos, quem é que gosta de ter um amigo feio? quem é que quer um amigo feio? É por esse motivo que tantas amizades são esquecidas tão rápidas. Não que não se possa ter amigos bonitos, mas não ignorar os outros, aliás quem sabe um dia eles não descontem tudo em você? E aí que vem a certa ignorância já do ser humano, de achar que conhece tal pessoa, apenas pela aparência. Tanto que sempre os mais bonitos, são sempre os mais rodeados de amigos, e chega até a você se sentir excluído, por não ser assim, mas quem sabe, os poucos amigos que você tem, são tão sinceros e verdadeiros, quanto as dezenas de amigos que eles tem?
      Como um rico, ver alguém mal vestido, e classificá-lo como um pobre que não tem ao menos o que comer, já o considerando um péssimo amigo. Mas e se ele for realmente um pobre? algum problema? Talvez ele poderá ser mais amigo, mais humano, do que muitos outros, que tem tantas condições financeiras. E provavelmente, ele terá mais amigos, que ao menos são amigos verdadeiros, quanto um rico que deve ter amigos por puro interesse, ou pelo menos a maioria.
    Já no começo da vida de todos, e sim, as crianças, que tantas vezes são ignoradas, por qualquer motivo, e até mesmo, por alguma doença, que ela nem ao menos tem culpa de tê-la, sofre tanto achando que os outros ao seu redor são muito superiores a ela. São poucas as pessoas que estendem suas mãos pra ser amigo de tal pessoa, são poucos, os que convivem com essas pessoas, sem julgá-las por seus defeitos, machucando-as não por fora, e sim por dentro. E são poucos os que acabam vendo, que essa pessoa que tantas vezes julgada como mau amigo, possa ser um dos seus únicos verdadeiros, e um dos únicos que sempre esteve com você, que mais te ajudou, ou pelo menos tentou e o que mais se preocupou.
    E na fase adulta, que todos vêem, que tudo aquilo, foi apenas burrice, e que chegando na metade da vida, daria tudo ou as vezes nada, pra voltar e tentar ajeitar tudo que fez de errado, de fazer amizade com todos os amigos que foram ignorados, que certamente, com o passar do tempo, se deram melhor do que quem fazia questão de querer se parecer superior a todos.


A aparência que sempre nos engana, e os amigos que muitas vezes nos abandona.

Ana Carolina Sardo

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Melhor amigo

                Aquela pessoa, em que você mais confia, mesmo com a interferência de pessoas que não estão a favor dessa amizade. A pessoa, que independente da situação em que você esteja, está ali, nem que seja quieto e calado no seu canto, imperceptível, mas está, te observando, de certa forma, para que não fuja do controle, e acabe fazendo algo de errado. Aquela pessoa, que te fala, mesmo sendo difícil de aceitar, todas as coisas que ela acha que está acontecendo de errado entre a amizade, pra que você mude, não só como melhor amigo, mas como pessoa. Aquele, em que, ao ver que você está mal, mesmo não sendo por saúde, até mesmo pela forma de como você fala, já se preocupa, perguntando várias vezes, o que aconteceu, e que mesmo você negando, ele insiste, porque sabe que há algo de errado com você.
                Que te entende, todas as vezes em que você tenta se explicar, se abrir, e mesmo não querendo ouvir, no final, esse amigo sempre estará de braços abertos pra você, pra o que der e vier, nem que seja  um abraço silencioso, com um simples suspiro, ou até mesmo um abraço, seguido de um pequeno "tudo vai dar certo". Aquela pessoa, em que você mesmo ao contar todos os seus segredos, você se sente bem, por ela dar sua opinião, e prometer não contar a ninguém.
                Mesmo tantas vezes, tendo traições, independentes de quantas, vocês continuam com uma grande amizade, pois a cada coisa dita, ou feita errada, a amizade falou mais forte, e uma simples, curta e direta explicação, já bastou. É por essas e outras, que nos piores momentos, em que você acha que a única solução é chorar, talvez o nosso único caminho, seja correr nos braços do melhor amigo.

 Ana Carolina Sardo